Thursday, July 05, 2018

A Corrupção... em Portugal


E por mais voltas que este lindo Portugal dê… é raro o mês ou, até mesmo, a semana, em que não vem a descoberto, mais uma notícia bombástica sobre corrupção.
 
E os envolvidos nunca são o “Zé Manel da esquina”, nem o “pequeno” ou “médio” empresário mas, maioritariamente, os dirigentes ou funcionários políticos de destaque, os diretores e administradores executivos de instituições privadas, públicas ou estatais, os dirigentes de Clubes de Futebol, and so on, and so on, and so on…
 
Ainda esta semana, mais um caso de suspeitas da prática de crimes de corrupção passiva, no seio do sistema de saúde dos funcionários públicos (ADSE).
 
Todas as situações de corrupção que vieram a público, nos últimos tempos, são demasiado graves, desde os escândalos que envolveram o nosso ex-Primeiro Ministro Passos Coelho, nomeadamente, no caso Tecnoforma, os que envolveram o banqueiro Ricardo Salgado, cabeça da fraude BES e que continua por aí a passear e a ver os valores, que deveria pagar/devolver, a serem reduzidos drasticamente pelos tribunais executores, os que implicam, também, o ex-primeiro-ministro, José Sócrates, e que envolve banqueiros, políticos, altos dirigentes executivos de grandes empresas e, ainda, outras tantas figuras conhecidas, do jet set dos negócios e… outros tantos relacionados com subornos ilegais e desvios de verbas elevadíssimas, em clubes desportivos e instituições de solidariedade social.
 
Pergunto-me, quase sempre, como é que um País de tão pequena dimensão geográfica, esconde e protege, tanto malandro dissimulado e, também, como é que gentinha desta, já detentora de bens e salários que lhes permitem uma vida bem desafogada e, em muitos casos de fausto, ainda têm lata para gamar o que não é deles.
 
Dizem que a corrupção, se puder, até corrompe os “anjos” e os “santos” e, por cá, assim parece…
 
Pelos vistos, tudo tem um preço e isso é, verdadeiramente, assustador! 
 
Beijos,
da Princesa!

Tuesday, June 26, 2018

21 anos … de Harry Potter


Hoje, enquanto conduzia, ao ouvir o programa da manhã na Rádio Comercial, recordei os tempos em que devorava… os livros de J.K. Rolling.
“Harry Potter e a Pedra Filosofal” foi o primeiro que li e ainda o guardo comigo, religiosamente.
A vivência na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, as personagens como Hermione, Weasley, Draco Malfoy, Dumblemore, Lord Voldemort e… tantas outras, os feitiços, as aventuras vividas entre túneis e labirintos sem fim, o suspense de cada momento, eram tão reais naquela forma de escrita que, até parecia que eu estava por lá, com eles à espreita e participava das correrias e voos fantásticos, em cabos de vassoura.
Lembro-me que ainda li “Harry Potter e a Câmara Secreta”, “Harry Potter e o Cálice de Fogo” e “Harry Potter e a Ordem de Fénix”, livros estes que, também, ficaram comigo.
Mais tarde, chegou a vez do cinema, e não resisti às duas primeiras sagas, que reconheço estavam bem engraçadas, em termos de adaptação mas…, nada se pode comparar à emoção, com que devorava, velozmente, as páginas de cada livro.
 
E 21 anos… já passaram! Incrível!!!

Beijos,
da Princesa!!!

Friday, June 08, 2018

Os Oceanos estão a morrer...


Muitos alertas se têm ouvido sobre a crescente falência dos mares, rios e oceanos, não apenas ligadas ao sobreaquecimento global mas, também, às toneladas de lixo e plásticos que impunemente se atiram para as águas, em qualquer parte do Mundo. Todos estes fatores adicionando, ainda, a sobrepesca e a pesca ilegal, estão a contribuir para a falência da biodiversidade e para uma sobrevivência decrescente, das mais variadas espécies de vida marítima.

Ainda, não há muito tempo, assisti a um documentário na televisão, que me impressionou bastante. O tema central era a morte de uma extensa parte da Grande Barreira de Recifes de Coral, situada nas costas da Austrália e da Nova Zelândia. É, verdadeiramente, assustadora a velocidade com que estão a ser devastados estes tesouros da biodiversidade marinha, face ao papel fundamental que detêm no abrigo e alimento das espécies.

E, apesar de tantos alertas, os líderes Mundiais mantêm-se surdos ou… quase surdos, pois a legislação ativa mantem uma política suave de punição. Adicionalmente, a atitude dos humanos, embora com algum nível de evolução positivo, mantem uma postura passiva e, recorrentemente, transgressora. Basta olhar para um areal de praia no final de uma tarde de Verão e… dá para perceber.

Dados divulgados recentemente, na SIC Notícias, indicavam que 95% dos resíduos que flutuam no Mar Mediterrâneo são plástico e, a ONU divulgou que 8 milhões de toneladas de plástico, invadem anualmente os nossos oceanos. Estes são números, verdadeiramente, assustadores que vamos conhecendo aos poucos, cada vez com maior precisão e, como tal, é fundamental ter em conta que as micro partículas geradas pelo lixo plástico são muito difíceis de extrair das águas, o que implica a sua contaminação crescente e, consequente, redução da biodiversidade envolvente.

Há que ser duro com a legislação e com as formas de penalização, já que os maiores poluidores são, sem qualquer margem para dúvida, as pessoas!

A esperança não pode morrer e há que lutar por um Mundo melhor, já que há quem se inspire no desperdício e no lixo, para fazer Arte…

E viva o nosso talentoso artista Português, Bordalo II.

Beijos,
da Princesa!

Wednesday, May 23, 2018

António Arnaut e Júlio Pomar...





Dois grandes homens que partiram…, duas grandes referências deste País, que nunca serão esquecidas.

António Arnaut, pela sua brilhante postura como cidadão e político, um homem de carácter simples e direto, inovador e empreendedor, nas ideias e nos atos, já que a ele devemos o Serviço Nacional de Saúde, um bem comum, sem preço. E aproveitando as sábias palavras proferidas por António Semedo afirmou, na passada 2ª. Feira, e transcritas no jornal Expresso, António Arnaut, foi um socialista "insubmisso e permanente lutador pela liberdade, pela igualdade e pela justiça social".

Júlio Pomar, uma figura de destaque da Arte Portuguesa, autor de uma vasta obra, plena de modernidade, com um percurso criativo invejável, que iniciou ainda muito jovem.
Muitas das suas obras podem ser admiradas, no Atelier-Museu Júlio Pomar, que já tive o prazer de visitar, perto da Calçada do Combro, em Lisboa.
Sem dúvida alguma, um dos grandes artistas plásticos do século XX, em Portugal, que nos deixa um vasto legado de beleza eterna.
Ambos, para sempre na minha memória e… penso que, também, na memória de todos nós.

A Arte e Luta pela Liberdade, são legados preciosos!

Beijos,
da Princesa!

Wednesday, May 16, 2018

O Futebol no Banco dos Réus...




Até que gostaria de não ter de evocar, pela terceira vez, este livro dos meus tempos de Faculdade mas, mais uma vez, é tempo de o recordar já que a violência no Mundo do Futebol, de novo veio à ribalta, pelas piores razões possíveis, com os tristes acontecimentos de ontem, vividos no centro de treinos do Sporting Clube de Portugal, em Alcochete.
E embora, neste caso específico, não estejamos perante um foco homofóbico, tema central do ensaio de Patrick Murphy, publicado em 1994, estamos perante um conceito de violência extrema e de um profundo anti desportivismo demonstrado, não apenas no ataque de ontem mas, também, nos discursos inflamados de dirigentes e de “personalidades mediáticas”, próximas deste Mundo onde se corre atrás de uma bola para marcar golos e, sobretudo, onde se corre atrás de um protagonismo exacerbado e não merecido e atrás de vantagens financeiras excessivas, provenientes de contrapartidas fraudulentas.
E não sendo o Futebol o meu desporto favorito, respeito os atletas e as equipas técnicas, que estão lá para dar o seu melhor, em competição, independentemente do Clube a que pertencem.
O acontecimento de ontem, de alguma forma atiçado pelos discursos e atitudes recentes do presidente do SCP, é o mais grave que me recorda mas, é afinal mais um, a juntar a tantos outros vividos, num passado recente, igualmente violentos e ricos em desacatos e atitudes anti desportivas, que nunca dignificarão o Desporto, na sua essência mais pura.
Este é um fenómeno que parece não ter fim e, apesar de muito se falar sobre o tema, até agora nada se fez no plano da legislação que impeça, de uma vez por todas, o acesso desta escumalha a qualquer recinto ou campo desportivo e que penalize, seriamente, esta gentalha, sem lei.
É urgente vigiar e é urgente legislar e penalizar, severamente, estas atitudes e comportamentos.

Anteriormente, já disse e repito…

Um Basta, a tanta violência, impõe-se... já!

Beijos,
da Princesa!





Thursday, May 10, 2018

Dia da Espiga


E hoje é Quinta-feira da Espiga, uma data de tradição bem Portuguesa e, igualmente, religiosa.

Quando ouvi esta manhã na Rádio Comercial o locutor referi-la, vieram-me à memória, em flash, lembranças vivas da minha infância, quando eu e o meu irmão íamos juntos, com a mãe, apanhar o lindo raminho da espiga, com várias flores e cereais, onde cada um deles tinha o seu significado simbólico.

Lembro-me que, nunca podiam faltar as papoilas vermelhas (amor e vida), os malmequeres do campo amarelos e brancos (ouro e prata), as pequenas espigas douradas (pão) e os raminhos de oliveira (azeite, luz e paz).

O local eleito para a recolha eram os vastos campos das traseiras da nossa casa, na Amadora, que se prolongavam até aos altos dos moinhos de Carenque, também eles palco de muitas brincadeiras de rua, com os amiguinhos e amiguinhas da vizinhança. 
Era, sempre, um belo dia de festa, correrias e brincadeira, especialmente, por termos rédea solta durante a caminhada e a apanha, destas preciosidades.

 
Mal chegávamos a casa, o raminho era arranjado e preso com um cordelinho ou com uma pequena fita enlaçada, para ser pendurado atrás da porta de entrada e por ali permanecia até ao ano seguinte, em que era substituído por outro.

E pronto, lá ficávamos nós mais felizes e tranquilos, por mais um ano, em que nos podíamos sentir protegidos, de forma especial.

Saudades! 

Beijos,
da Princesa!

Friday, May 04, 2018

Tempos de Paz






E os últimos tempos têm sido plenos de paz, amor e harmonia, o que me tem roubado algum tempo à minha adorada escrita mas, por outro lado, esta nova dinâmica a dois, tem privilegiado novos momentos de lazer, convívio e reflexão que são muito gratificantes.
A Natureza, nos seus mais diferentes ambientes… rio, mar, montanha, floresta e outros que tais, têm o dom de nos ampliar um espaço de partilha de ideias e palavras, embaladas pelos seus sons de fundo oferecendo-nos, igualmente, o precioso valor do seu silêncio.
A espontaneidade de um gesto, a doçura de um olhar e os sorrisos abertos, também, por cá vivem e fazem parte de um dia a dia, que se desenrola sem pressas, mesmo quando os momentos de stress e correria mais apertam.
E por hoje, aqui deixo registado este grande desejo de viver, um dia de cada vez, e a vontade de que assim permaneça, para sempre.

Viva o Amor!

Viva a Vida!

Beijos,
da Princesa!