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Saturday, April 25, 2020

25 de Abril...Sempre!






E já lá vão 46 anos…
O tempo passou veloz mas, nunca vou esquecer aquela data do ano de 1974.
 

Tinha, então, 16 anos...
Trabalhava, à data, na Cervejeira CERGAL – Cervejas de Portugal e, apesar de muito jovem, tinha sido contratada no ultimo trimestre do ano anterior, como secretária do Diretor de Marketing. Engraçado pensar, agora, nisso e considerar tal facto impossível, nos dias de hoje.

As notícias da concentração de militares, em frente ao Convento do Carmo, despoletaram um alerta na Empresa, cuja Direção deu instruções para todos os empregados saírem e regressarem a casa.

Era uma Revolução…
Eram as Forças Militares que se juntavam uníssonas, para derrubar o Governo Fascista!
Confesso, que não era informada sobre política e, como tal, não percebi bem o que se estava a passar mas, lá fomos nós todos para casa.
Não larguei a televisão todo o resto do dia mas, à medida que via e ouvia as notícias, um sentimento de segurança e uma forte alegria, foi-se apoderando de mim!
O pai e a mãe, também, estavam felizes, embora, receosos pela nossa segurança mas, tudo se foi suavizando, no período seguinte e muitas mais alegrias vieram adoçar as nossas vidas.Recordo-me de uma notícia que, em especial, fez bater os nossos corações… a da libertação dos presos políticos, da Cadeia de Caxias!

E… Viva a Liberdade!

E… Viva o 25 de Abril… Sempre!

Beijos,
da Princesa! (Eterna Amante da Liberdade e da Democracia!)

Tuesday, April 25, 2017

O meu... 25 de Abril de 1974



 
E hoje, acabou por me bater uma enorme preguiça e, o passeio que estava programado, foi para o espaço! Não faz mal, outros dias solarengos virão, a convidar-me, a mim e à mana Cristina, para a bela da tosta, em bolo de caco, do “Café Saudade”, e para a bela da caminhada, em Sintra.

E por aqui vou ficar, neste meu Cantinho de Paz, a ouvir Wynton Marsalis & Eric Clapton a cantar “Layla” , Aretha Franklin a cantar “Try a Little Terderness” e outros que tais e, ainda…
a recordar e a escrever algumas das minhas memórias, do 25 de Abril de 1974.

Tinha eu uns fantásticos 17 anitos e, já trabalhava como secretária do Diretor de Marketing da “Cergal”.

As notícias da Revolução dos Cravos iam chegando, atropeladas e algo confusas, deixando todos expectantes sobre o que realmente se estava a passar.
Na dúvida, mandaram para casa nesse dia, todos os funcionários da empresa.

Muita ansiedade, muita sede de entender a génese do acontecimento, dado que na época era bastante mal informada, no que dizia respeito aos temas políticos, então quase proibitivos e comentados, sempre, em sussurro e a baixa voz.

Lembrava-me, sobretudo, da minha mãe mandar calar o meu pai, quando às vezes, sem se ralar absolutamente nada, comentava na rua, alto e bom som, que os gajos da Pide eram uns malandros.
- Oh Américo!!! Está calado homem!!! Não digas essas coisas, que ainda vais preso!!!
  E depois como é que eu e os meninos vamos viver sem ti??? 

E fui percebendo, aos poucos, que aquele calar obrigatório, já não morava ali e que agora, já podia falar em Liberdade e expressar as minhas opiniões e vontades, de forma transparente e descontraída.
 
Ainda me lembro do meu espanto e emoção quando vi as imagens dos presos políticos serem libertados, da cadeia de Caxias!!!
Ainda me lembro das expressões calmas e felizes, de Álvaro Cunhal e Mário Soares, na sua chegada Portugal!!!

Poucos dias depois, fui para Lisboa, viver o meu primeiro… 1º de Maio!!! Nunca mais me vou esquecer deste dia!!! 

E viva o 25 de Abril, sempre!!! 

E viva a Liberdade!!!

Beijos,
da Princesa! (eterna defensora da Liberdade e da Democracia!)