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Wednesday, May 19, 2021

Uma doença chamada... Raspadinha

 


E muito se fala de Pandemia e variantes virais localizadas em diferentes países, no entanto há doenças às quais não damos a devida importância, por não as considerarmos como tal mas que são, realmente graves e preocupantes.

Ontem, Dia Internacional dos Museus, quando nos noticiários televisivos anunciavam a disponibilidade da nova ‘Raspadinha’ do Património que custa 1 Euro e irá ter um prémio máximo de 10 mil Euros, comentaram que a sua compra poderia vir a render cerca de 5 milhões de Euros anuais  ao país e que os Portugueses, em 2019, gastaram 4,7 milhões de euros por dia neste tipo de apostas.

Confesso que não fazia a mais pequena ideia deste valor, embora já achasse que seria muito elevado mas, juro que nem queria acreditar no que estava a ouvir.

Vieram-me, então, à memória as imagens da maioria de pessoas com quem me cruzo nas Papelarias onde compro o jornal diário, e que são fãs incondicionais deste tipo de Lotaria. Pelo que observo, a grande parte, aparenta um ar simples, de fracos recursos e, também, mais idoso.

Será que faz sentido atiçar o vício dos cidadãos mais frágeis e, aparentemente, de menores recursos, invocando que assim farão parte integrante da preservação do Património Nacional?

A mim, sinceramente, parece-me que não, mas o facto é que o incentivo ao jogo e às apostas é, cada vez mais recorrente, inclusivé nos intervalos publicitários televisivos dos períodos noturnos, onde num só espaço de pausa repetem, várias vezes seguidas, o convite às apostas de jogo de Casinos on-line.

Esta é, também, uma verdadeira e, igualmente, preocupante Pandemia, embora do foro mais psicológico.

Irá parar quando??? 

Talvez... quando os de mais fracos recursos estiverem na 'banca rota'!!!


Beijos,

da Princesa!


Friday, August 23, 2019

Os novos zombies...



São os novos zombies do século XXI e cruzamo-nos com eles, a toda a hora e a todo o instante, quando caminhamos pelas ruas.

Sempre de cara colada ao telemóvel, sem olhar por onde passam, não descolam os olhos do écran.
Tropeçam, dão encontrões a quem com eles se cruza, atravessam as ruas sem ligar às passadeiras e, nem se dão ao trabalho de olhar para os semáforos, mesmo quando levam crianças pela mão.

Sinceramente, não dá para perceber, o poder daquele écran mágico que, nos encontros de amigos e nas refeições de família, em espaços públicos ou privados, se consegue sobrepor a uma boa conversa bem animada e ao prazer de encaram os outros, olhos nos olhos.

E o vício não escolhe idades, no entanto, a geração mais jovem, vai ter que refletir, seriamente, sobre o assunto.

Beijos,
da Princesa!