
Voltemos às histórias de encantar neste espaço de princesas e contos de fadas. As solicitações do dia a dia são tantas e os temas tão variados que nos esquecemos do espaço de magia.
Hoje vieram-me à memória os Natais e os presentes da minha infância, talvez porque a minha mãe não se encontra muito bem. O mais engraçado é que não me lembro do ritual da ceia de 24 de Dezembro mas, lembro-me perfeitamente, de acordar de manhã e ir directinha à chaminé para abrir o presente. Sim, sim, leram correctamente: o presente (e não os presentes).
Tanto eu como o meu irmão só tínhamos direito a um presente. Lembro-me que num ano tive uma boneca preta de plástico e acheia-a muito engraçada. Certamente, influências da Guerra do Ultramar…Agora parece-me estranho como apenas um brinquedo conseguia integrar toda a magia dos presentes de Natal.
Penso que estávamos no ano de 1962. Entretanto, saí de Lisboa para ir morar na periferia.
Beijos, da Princesa
Hoje vieram-me à memória os Natais e os presentes da minha infância, talvez porque a minha mãe não se encontra muito bem. O mais engraçado é que não me lembro do ritual da ceia de 24 de Dezembro mas, lembro-me perfeitamente, de acordar de manhã e ir directinha à chaminé para abrir o presente. Sim, sim, leram correctamente: o presente (e não os presentes).
Tanto eu como o meu irmão só tínhamos direito a um presente. Lembro-me que num ano tive uma boneca preta de plástico e acheia-a muito engraçada. Certamente, influências da Guerra do Ultramar…Agora parece-me estranho como apenas um brinquedo conseguia integrar toda a magia dos presentes de Natal.
Penso que estávamos no ano de 1962. Entretanto, saí de Lisboa para ir morar na periferia.
Beijos, da Princesa
Eu também sou do tempo desses Natais.Mais austéros, menos exuberantes mas também mais marcantes.
ReplyDeleteFeliz Natal!
Bom, cabe-me aqui representar o papel intermédio. Um tempo menos austero que o vosso, mas claramente menos exuberante e abundante que o presente. Embora, felizmente, nunca tenha passado necessidades, o Natal significava, para além de tudo o resto, o recebimento de uma prenda especial. Uma só, que ia escolhendo com todo o cuidado nos anúncios que invadiam a TV em Dezembro. Não havia Playstation, nem computador, nem carros e motas eléctricos do meu tamanho. Mas havia carrinhos pequenos, pistas de automóveis, de comboios, Subbuteo, Monopólio, coisas que na sua devida proporção nos impulsionava a imaginação e nos conduzia a verdadeiros mundos virtuais. Mas com a grande diferença que quem desenhava os cenários, construía os protagonistas e decidia o fim da história éramos nós!
ReplyDeleteNão havia a prenda do pai, da mãe, do tio, do outro tio, a super-prenda dos avós maternos, a hiper-prenda dos avós paternos, etc., etc.
Só havia uma, dava trabalho a escolher, mas era recebida como um verdadeiro tesouro! Ah, e eu sabia bem que não era o Pai Natal que a deixava lá...