Saturday, May 31, 2014

That’s what friends are for…


Não há, absolutamente, nada melhor que ter verdadeiras amigas, simplesmente, porque a amizade não tem preço!
Não julga, não faz perguntas, não impõe comportamentos e, simplesmente, aceita de imediato quem somos..., num piscar de olhos, num sorriso, num olhar cúmplice ou num gesto quase disfarçado.
Alegres, chatas, com manias ou sem manias, mais ou menos peculiares, mais ou menos interessantes, faladoras ou mudas, mais ou menos elegantes, mais ou menos irreverentes, energéticas ou preguiçosas, mais ou menos jovens, católicas, protestantes, budistas ou agnósticas, loiras ou morenas…
IT REALLY DOESN’T MATTER!
Somos quem somos & that’s it! Sem julgamentos e preconceitos!
Um grande abraço às minhas queridas e fantásticas amigas, cada uma no seu estilo, tão próprio e tão “unique”!
Ms. Ana Cristina & Miss Zezinha… é sempre uma alegria estar com vocês, principalmente quando partilhamos cenários como o de hoje, sol, mar, tagarelice e um almoço fantástico e bem animado. Da Selfie, então, nem se fala! Vai ficar para a posteridade, eheheheh!!! 

Beijos,
da Princesa!

Linkin Park @ Rock in Rio Lisboa 2014... The magic of a stage...


https://www.youtube.com/watch?v=ToHo29kD9Go&list=PLPKWdMfTzRxBSezCwdvVn-OAc6oJIU2Kn

https://www.youtube.com/watch?v=h01zE_DB29g

Even I'm not a super fan of Linkin Park, I can recognize the magic of a great performance in stage, as also the capacity to interact with thousands and thousands of hungry fans.
All the elements were there with real hot music!
"We love to play here for you guys!"
Not a single soul can resist to that, mainly if the environment embraces you and defy you to be there on your own and also with all the others thousands around you!
Music, singing, painting, dancing, writing, performing on stage, they all are so different, and they all so similar.
All together or in single mode wake up our soul, our feelings, our deepest dreams, all our desires, and for sure, all our dreams, no matter how strange they are!
Art and Love are the most beautiful and fantastic live elements of the all World!
Just Love them, always!

Kisses,
from Princess!

Wednesday, May 28, 2014

Perivaldo - o Peri de Pituba


"E vocês aí, cuidado! A solidão é cega, a solidão mata!"

Acabei de ver uma reportagém fantástica na SIC! Peri de Pituba é a personagem central.
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/reportagemsic/2014-05-26-peri-da-pituba

"Da seleção do Brasil a sem abrigo. Este documentário mostra os extremos a que pode chegar uma carreira de futebolista profissional. Perivaldo Lúcio Dantas, foi considerado um dos melhores laterais direitos da história do futebol Brasileiro. Jogou numa das melhores seleções de sempre, foi colega de Zico, Socrates e Júnior. Jogou no Botafogo, Bahia, Palmeiras e Bangu. Esteve no topo do futebol. Jogou na Coreia do Sul e tentou a sorte em Portugal no final dos anos 80... teve azar.
Perivaldo desapareceu do mapa do futebol, esteve 24 anos esquecido e acabou a viver como sem abrigo nas ruas de Lisboa. Como perdeu todo o dinheiro e caiu na rua... pelo que passou... e como voltou ao Brasil para reencontrar a família que não via há 30 anos.
Durante um mês uma equipa de reportagem acompanhou o dia a dia de Perivaldo e viajou com ele para o Rio de Janeiro onde hoje vive e trabalha no Sindicato de Jogadores."

Jornalista - Nuno Pereira
Imagem - Hugo Neves
Editor de Imagem - Paulo Tavares
Produção - Isabel Mendonça
Grafismo - Paulo Alves

Sunday, May 25, 2014

Votar é fundamental!


Se há algo que não podemos, nem devemos esquecer nunca, independentemente de qualquer melhor ou pior circunstância do momento político e social, é o valor inestimável da conquista ao direito de voto, em liberdade.
Votar é uma das formas mais nobres de nos assumirmos como cidadãos de pleno direito e, sobretudo, de respeitarmos e homenagearmos as mulheres e os homens que sacrificaram as suas vidas na luta por esse direito e que, enfrentaram a morte com coragem. Sem esses heróis da luta pela Democracia, não estaríamos agora a exercer, livremente, este direito pleno que regista, "preto no branco", a nossa decisão e a nossa vontade, independentemente da escolha de cada consciência.

A minha homenagem especial às Sufragistas Britânicas, que em meados do século XIX, iniciaram a luta pelo direito ao voto das mulheres. Um eterno bem-haja, onde quer que estejam!

Eu já votei hoje! E vocês? Se ainda não, animem-se e vão votar!

Beijos,
da Princesa

Real de Madrid - 4... Atlético de Madrid - 1


Eu que até não sou grande apreciadora de Futebol, confesso que gostei de ver o prolongamento deste jogo.
Independentemente dos amores ou desamores pelo "desporto rei", assim lhe chamam, sou uma verdadeira admiradora dos grandes atletas, sejam eles futebolistas, tenistas, remadores de canoagem, corredores de Fórmula 1, jogadores de basquete, voleibol, andebol, what ever...
É que na verdade a modalidade desportiva não interessa. O que interessa, verdadeiramente, é a capacidade de superação, o esforço físico, mesmo quando estamos debilitados no decorrer da pressão de um jogo, seja ele qual for, a força mental, a capacidade de concentração e, sobetudo, a garra e a vontade de vencer, mesmo não ganhando.
Embora nunca tenha convivido com os bastidores da alta competição, entendo bem a capacidade de superação das nossas forças e das nossas debilidades, ou não fosse eu uma praticante convicta de Ashtanga Yoga!
Quando cheguei a casa já o jogo estava nos 80 minutos e, de facto, tudo o que se passou depois foi mágico! Grandes atletas! Parabéns a todos eles, sem excepção!
Garra, determinação, vontade de vencer são qualidades inatas dos campeões!
Essa sensação eu conheço bem, mesmo sem ser campeã de nada. O reumático das minhas mãos, que me persegue desde há muitos anos, ainda não me conseguiu vencer e nem sequer lhe vou dar margem para o conseguir, pelo menos enquanto a prática do Ashtanga Yoga o permitir e servir de travão para a progressão da doença!
Obrigada a muitos dos mestres com que me cruzei ao longo destes oito anos de prática e, sobretudo, um obrigada muito especial a quem continua a acompanhar-me nestas jornadas de paixão e busca pela superação das minhas fraquezas, a Isa, a Stefanie, a Liz e a Ana, mestras lindas da Casa Vinyasa!
Acabo de acrescentar, falha quase imperdoável, um grande Obrigada a todos os meus companheiros de prática, neste espaço de amor e de energia positiva.
Um abraço para todos e outros muito especiais para a minha linda Vanessa que me arrastou para a prática em 2006 e que é actualmente mestra dedicada, para o meu primeiro mestre Tarik, para a Catarina Guimarães sempre com aquele sorriso lindo, para a Luisa, um grande exemplo de persistência e de vontade de superação, para o João Vitorino..., outro que tal, para o André Varge com costela de aventureiro e explorador de outros lugares..., para a Ana Faro malandreca, para a Inês Furtado... médica com cara de menina, para a Inês e Eduardo Cavaco... que mesmo ausentes estão sempre presentes, para a Rosana Rasera... agora praticante em terras Africanas, para a Isabel Martins que já não vejo há algum tempo, para o Miguel Queirós... sempre presente e dedicado, para o Miguel Soares Branco lá longe mas..., sempre perto de nós, para o Manuel Ferreira, um mestre de excelência e com uma abordagem bem própria ao incentivo da prática, para o Nuno Vintem viageiro activo..., para a Sara Virtuoso (Sarita) bem alegre sempre e super criativa, e para outros tantos que não nomeei mas que guardo, sempre, no meu coração.

Beijos,
da Princesa!

Friday, May 23, 2014

Europeias 2014, eleições caseiras...


Ao ouvir, mesmo parcialmente, alguns dos discursos desta campanha das Europeias 2014, revoltam-se as entranhas mais profundas e até sinto náuseas, às vezes. Só não é mais violenta a incomodidade porque a experiência já é vasta, infelizmente...
Falta de discurso político consistente e falta de carisma são quase uma constância e fazem parte da dinâmica de "comunicação" destes aprendizes de políticos de merda. Desculpem a linguagem mas, neste preciso momento, não me lembro de outra.
Está montado o circo das feras sedentas de poder que só por mero acaso, é muito bem pago no Parlamento Europeu.
Uma verdadeira barraca de Feira Popular (sem ofensa à Feira e ao Popular) montada a preceito mas com baixo critério de qualidade.
A única coisa perfeita é que todos os papéis do maior espectáculo do mundo estão assegurados, isto é, não há falta de palhaços, de malabaristas, de mágicos fatelas e de feras amansadas e submissas ao cheiro do poder, a tentar fingir que têm garra.
Muito sinceramente confesso que detesto este circo falso, cheio de sereias e de príncipes imaginários, desencantados. Como é que é possível, tanta degradação e tanta imbecilidade?
No próximo Domingo vou votar, não porque estou convicta em nada em especial mas, apenas, para não deixar vencer o mal maior.

Votem bem e, sobretudo, em consciência.

Beijos,
da Princesa!

Wednesday, May 21, 2014

O Mundo Virtual...


Vivemos num Mundo onde tudo caminha, à velocidade da luz, para uma era totalmente virtual...
A virtualidade das relações humanas, profissionais, de negócios, das economias, das operações financeiras, da comunicação interpessoal, das amizades, dos amores, das viagens, enfim..., de tudo e mais alguma coisa ou de "tudo e mais um par de botas", como diz a linguagem de gíria Portuguesa.
Eu que vivo num meio profissional onde essa é a ditadura dos tempos de correm, ou dos tempos que voam, como queiram, continuo a assumir-me como uma verdadeira apaixonada do cara a cara, de pegar no telemóvel e falar em directo, de estar numa bela refeição com amigo(a)s, de ler, de ver um belo concerto, de ir ao cinema, de ver um belo bailado, de teatro, de estar ao vivo com quem gosto, de ir às compras às minhas lojas preferidas e conversar com quem me atende, da magia do toque, do abraço e do beijo, enfim..., de tudo o que represente estar verdadeiramente com alguém, em especial, um grupo ou até uma multidão.
Antevejo um futuro muito próximo, onde a virtualidade vai vencer, apoiada pela preguiça mental, pela inércia e pelo desinteresse total nas relações e interacções humanas, apenas e só porque é mais fácil mandar 'sms' em vez de privilegiar o encontro real, só porque é mais fácil carregar numa tecla do que viver a magia de um abraço ou de um beijo.
Depois de tudo isto, vou ser rotulada de jurássica, quase aposto a vida, eheheheh...
Embora pecadora da nova era virtual, procura balancear essa utilização com peso e medida e, sempre que posso, refugio-me na escrita do que me vem à cabeça e na alegria de estar cara a cara, com quem gosto, o mais possível.
Desliguem-se, de vez em quando, só vos vai fazer bem!

Beijos,
da Princesa!

Tuesday, May 20, 2014

A multiculturalidade...


Sempre que viajo para o estrangeiro, em trabalho ou em lazer, procuro tirar partido das experiências do meu dia a dia, partilhado com outras gentes, noutros lugares. E muito sinceramente, neste pequeno espaço territorial Europeu, seria expectável que as diferenças seriam poucas mas, de facto, assim não é.
Pela distância, teríamos todas as hipóteses de grandes similaridades mas o expectável não aconteceu, nem vai acontecer nunca!
Nestas últimas duas semanas cruzei-me com Russos, Austríacos, Holandeses, Alemães, Turcos, Espanhóis, Italianos... e sabem que mais? Não tem nada a ver!
A timidez e formalidade dos mais a Norte não tem, absolutamente, nada que ver com o à vontade, descontração e alegria, dos mais a Sul da Europa, onde me incluo, sem margem para dúvidas, como é mais que óbvio, eheheeh...
E nestas duas semanas obriguei a malta a dizer-me "good morning" todos os dias, a rir com as minhas piadas inesperadas, a falar mais do que o habitual nos "intervalos da chuva" e. até a dar uma beijoka ou um abraço quando me despedi.
Por essas e por outras, vão ter que aguentar com o meu sorriso aberto, na "galeria dos famosos"!
A melhor experiência desta estadia, foi o motorista do transporte que me levou ao aeroporto de Frankfurt, no regresso.
Quando entrei, percebi que estava a tocar um CD que me agradou. O som remetia-me para a musica Indiana.
Perguntei ao motorista: "Indian Music?"
Respondeu-me: "No, no... Pop Turkish!"
"Like it!" (disse eu).
"You like music?" (sorriso aberto)
"Yes" (devolvi o sorriso, bem aberto..)
E à velocidade da luz, devolveu-me o sorriso ainda mais aberto e zás..., subiu o som do rádio, para uns belos decibéis acima!
Senti-me uma verdadeira odalisca, até pararmos para recolher os próximos passageiros, altura em que voltou a baixar o som.
"Oooohhhh, I LOVE MUSIC!", disse-me ele, com um ar bem feliz.~
Entretanto, já me tinha escrito o nome da banda num papelito e claro que me deu, também, as instruções necessárias:
“YouTube! You see!”
Fantástico, este turco! Super alegre!
Disfrutem agora a partilha deste som, em directo!


Já estão a dançar, certo?

Beijos,
da Princesa!

Tuesday, May 13, 2014

Amanhã, noite de Lua Cheia…


E por cá já se faz notar a sua chegada, depois de um dia de temperaturas relativamente amenas, entre os 8ºC no início da manhã e os 17ºC à tarde mas, sem vento.
Uma noite calma e clara, a mostrar a Lua Cheia de amanhã, quase plena…
Tem sido tempo de prática intensiva e diária de Ashtanga Yoga, incluindo o fim-de-semana, o que em terras de Portugal não é vulgar, pelo menos para mim. Outros valores emergem quando estou por lá, aos quais quase nunca consigo resistir.
Eu, pecadora, me confesso… e, a verdade é que muito em breve, já estarei no País dos meus pecados.
Por agora, aqui deixo o registo da imagem da Lua, também, linda em terras Germânicas.
Boa noite!

Beijos,
da Princesa!

Sunday, May 11, 2014

Saudade...


Hoje incomodou-me ouvir alguém dizer: “Eu não tenho saudades de ninguém.”
Uma frase terrível, sem margem para qualquer dúvida. Eu, que sou uma “saudades” dependente confesso-o sem qualquer pudor. Tenho saudades de tudo e de todos os que mais gosto, desde as pessoas, aos animais, aos ambientes que amo, tenho sempre saudades quando não estou ali por perto.

Que bem que a Cesária Évora cantava a "Sodade"...

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
Si bo 'screve' me
'M ta 'screve be
Si bo 'squece me
'M ta 'squece be
Até dia
Qui bo voltà

Saudade! Grande palavra que ninguém sabe traduzir de verdade, só o coração e a alma, a entendem!

Agora por falar em saudades... Hoje vi um pato lindo a passear num muro, à beira de um dos muitos pequenos lagos de Heidelberg. Quando eu ia a passar, ficou por ali parado a olhar para mim, como que a decidir se devia ou não aproximar-se. Fez-me lembrar o maluquete do meu ring-neck verde. Saudades, do maior fã da palavra “olá”, eheheh!

Beijos,
da Princesa!

Saturday, May 10, 2014

Lost in Translation II...


Rodeada de árabes no hotel, sem perceber peva do que dizem e argumentam, uns com os outros, à velocidade da luz. São para aí uns oito ou nove a falar ao mesmo tempo e só consigo distinguir o vocábulo Ala, Ala, Ala, Ala, Ala…, com o som arrancado bem lá do fundo da garganta e, pouco mais.
Procuro passar despercebida, já que o árabe mais velho do grupo não pára de olhar e de se rir para mim. Ontem apanhou-me a sorrir quando eu estava lá fora a fazer as minhas chamadas telefónicas de final de tarde até me disse adeus. “Oh my God! Valha-me Alá!”
Às tantas o velhote vê mal como o raio e pensa que sou alguma virgem do harém, lá da terra dele, que veio perdida na bagagem, eheheheh…

Hoje, até o motorista do táxi, de idade já um pouco avançada (uns setentas) se virou para mim e disse: “Old man…, no speek English” (sorriso). E lá continuou ele descontraído a falar e a dar-me indicações na língua mãe, como se eu fosse uma erudita na matéria.
“Das ist unglaublich! Super!”

Fui à farmácia da vila comprar um elixir para refrescar e desinfectar a boca, daqueles que usamos depois de lavar os dentes, já que o meu tinha acabado. Primeiro que eles entendessem o que eu queria foi obra, principalmente porque não era um artigo de exposição e eu não podia apontar. Depois de dizer que não era o creme da cara que me estavam a tentar vender, lá consegui fazer-me perceber e até trouxe um bem fixe, que já experimentei. Incrível, tirando alguns dos alemães mais jovens, ninguém fala Inglês nesta terra. Bem voltados para o seu belo umbigo, estes habitantes da Merkelândia.
Quem quiser, que fale alemão! That’s it!

Hoje, festa de casamento no hotel…
A noiva deve estar a morrer de frio, enfiada naquele vestido bem destapado e sem ombros. Bom, se calhar as noivas nunca têm frio e por aqui, os copos de cerveja de 0,5l também dão uma bela ajuda.
Imaginem só o estado dos convidados, cerca das nove e meia da noite, eheheheh…
Estava eu bem tranquila, a comer a minha salada fresca no bar e a apreciar, em simultâneo, o fantástico e piroso Festival da Eurovisão 2014 quando, inesperadamente, chega até mim um dos convidados masculinos (very tipical german, louro, com barriga e a cheirar a cerveja) e me pergunta de onde sou, em alemão, claro.

- I'm Portuguese. (disse eu).
- Oh! Ich sprechen keine English!” (disse ele)
- E Português? (perguntei eu) Remédio santo! Desistiu de imediato do meu fantástico perfume, eheheheh…

E é nestes ambientes Europeus, embora um pouco estranhos, em que me vejo embrulhada de vez em quando, para quebrar o ritmo…

O tempo está cinzento e salpicado de chuviscos e o Sol fez greve, quase integral, neste fim-de-semana, longe de casa. Pelo menos, a temperatura está suave, o que já não é nada mau. Valeu-me ter planeado o passeio de hoje no período da manhã, com almoço em Wiesloch, senão estava bem tramada. Ficava fechada de castigo no hotel, que era um gosto.
Caminhei bastante, andei pelos mercados de rua que por cá até são bem engraçados e coloridos mas, as pessoas por mais que se esforcem em ser prestáveis e simpáticas, têm sempre aquele ar semi-tenso, tímido e pouco à vontade.
É a falta de sol e de mar, só pode!

Amanhã, brunch em Heidelberg, com a malta Portuguesa amiga, que por cá está a viver e a trabalhar, há uns belos aninhos. Alguns já cá viram nascer filhos e filhas o que leva a crer, um não regresso às origens para breve ou, até mesmo, para nunca.

Quem sabe…

Beijos,
da Princesa!

Friday, May 09, 2014

Em terras Germânicas...


Embora com um cenário envolvente bem cuidado, faltam-me sempre a luz e o brilho mágico, do céu e do sol Português.
Engraçado como numa Europa tão pequena, o jeito de cada povo é tão diferente, em quase tudo: na expressão, na comunicação, nos gestos, no olhar, no toque.
De vez em quando, embora o tempo por aqui seja escasso para parar no período de trabalho, dou comigo a olhar para alemães, russos, holandeses, austríacos e outros nórdicos afins que por aqui andam e nada bate certo, com a minha forma de estar bem Lusa, eheheeh...
O mais engraçado é que a postura mais rígida e formal e, sobretudo, a timidez, acabam por não resistir a tanto charme e descontração natural, ehehehe... e passado pouco tempo, acabam por se deixar levar na onda Portuguesa.

Por cá, tudo bem...

Beijos,
da Princesa!

Saturday, May 03, 2014

Amanhã é Dia da Mãe...


(Penso que esta foto é de 1986... Estamos very nice, não achas Vanessa?)

Embora não seja muito dada a estas coisas, lembro-me sempre da minha linda mãe e da minha linda filha...
Amanhã em viagem vou rever, num dos meus vastos sonos, em pleno voo, as pedrinhas que ela me pintava na escolinha, os desenhos onde nos reproduzia de mão dada e, também, aqueles frascos de vidro do yogurte, enfeitados com molas da roupa de madeira, coladas no exterior, bem alinhadinhas...
Chegava a casa feliz, com sorriso lindo e aberto, orgulhosa com o grande feito da escola, que me entregava entusiasmada e a sorrir.
"Fiz para ti Mãe. Hoje é o dia da Mãe! (abraços e beijos)
"Tão lindo Vanessa! Obrigada minha filha! É lindo!"
E entre abraços e beijos, festejávamos a prendinha e, sobretudo, o Dia da Mãe e da Filha!
Amanhã, nos meus sonhos aeronáuticos, quase aposto a Vida que vou sonhar contigo!

Um beijo querida!
da Princesa e Mãe que te adora!

Sunday, April 27, 2014

Vasco Graça Moura (1942-2014)


Um homem da Cultura, uma referência para Portugal e para o Mundo, um homem que deixa um legado inestimável, principalmente, na sua poesia.
Aqui, neste meu espaço de escrita, quero deixar dois dos seus mais lindos poemas, pelo menos para mim, que estão integrados na "Antologia dos Sessenta Anos". Se calhar, tocam-me de forma especial porque estou quase lá...

Engraçado, a RTP2 acabou de escolher, a minha primeira escolha (Blues da Morte de Amor) …
Beijos,
da Princesa!


Blues da Morte de Amor
já ninguém morre de amor, eu uma vez
andei lá perto, estive mesmo quase,
era um tempo de humores bem sacudidos,
depressões sincopadas, bem graves, minha querida,
mas afinal não morri, como se vê, ah, não,
passava o tempo a ouvir deus e música de jazz,
emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes,
ah, sim, pela noite dentro, minha querida.

a gente sopra e não atina, há um aperto
no coração, uma tensão no clarinete e
tão desgraçado o que senti, mas realmente,
mas realmente eu nunca tive jeito, ah, não,
eu nunca tive queda para kamikaze,
é tudo uma questão de swing, de swing, minha querida,
saber sair a tempo, saber sair, é claro, mas saber,
e eu não me arrependi, minha querida, ah, não, ah, sim.

há ritmos na rua que vêm de casa em casa,
ao acender das luzes, uma aqui, outra ali.
mas pode ser que o vendaval um qualquer dia venha
no lusco-fusco da canção parar à minha casa,
o que eu nunca pedi, ah, não, manda calar a gente,
minha querida, toda a gente do bairro,
e então murmurarei, a ver fugir a escala
do clarinete: — morrer ou não morrer, darling, ah, sim.


Soneto do amor e da morte
Quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. Quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão. 
 Quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não 

tivesse de acabar,
sempre a doer, sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão. 

Friday, April 25, 2014

25 de Abril...


Confesso-vos que não me sentiria bem se deixasse passar esta data emblemática sem deixar por aqui umas palavrinhas, uns pensamentos, umas recordações. Apenas com 16 aninhos já tinha conseguido o meu segundo emprego, numa empresa do sector cervejeiro. A experiência de um ano e meio como assistente de Gerência numa firma de importações de material eléctrico, a minha garra e a minha juventude, devem ter sido factores relevantes para ter conseguido o lugar. Hoje seria impensável pensar que alguém tão jovem, assumisse um cargo similar e, se querem que lhes diga, melhor assim... e, o verdadeiro culpado dos jovens de hoje terem tempo para estudar, tranquilos, no seu tempo certo é, sem duvida, o 25 de Abril.
40 anos depois muitas histórias se passaram, muitas batalhas travei, quase sempre só, amores e desamores encontrei, alegrias e tristezas vivi, uma filha linda nasceu, paixões pela arte, pelos livros, pelo cinema, pela dança, pela música foram-se solidificando. A mais recente, que espero perdure no tempo, foi a prática do Ashtanga Yoga.
Em 1974 pouco sabia sobre o contexto político de então, onde nada era falado ou debatido, pelo menos de forma aberta, clara e descontraída. Tudo se sussurrava e eu, muito sinceramente, não percebia bem porquê. Vim a aperceber-me das razões desses sussurros com o tempo, com o interesse e com a intensidade com que vivi o momento, a vontade de saber e de entender, a alegria daqueles tempos.
Vivi Abril, vivi Maio e, sobretudo, vivi aqueles tempos de Revolução, de forma intensa e feliz. Hoje, continuo a reconhecer-me nessa vivência e, mantenho a mesma alegria e a mesma esperança, pela chegada tempos melhores, um dia...

O espírito de Abril permaneceu cá dentro, mesmo 40 anos depois e está mais vivo que nunca!

Beijos,
da Princesa!

Sunday, April 20, 2014

Brave (2012)



http://www.imdb.com/title/tt1217209/?ref_=ttmd_md_nm

Acabei de rever “Brave” (2012)

Oh God…, how I love Animation Movies!!!
A história da princesa Merida, disposta a fazer fosse o que fosse, o possível e o impossível, para desafiar as regras da corte.
Corajosa e determinada, hábil e fantástica no arco e na flecha, decide desafiar todas as regras que o papel de princesa lhe impõe e acaba por espalhar um verdadeiro caos no reino que, felizmente, depois de muitos sustos e peripécias, termina em bem, como não poderia deixar de ser.
Uma história liiiinnndddaaaa…, de morrer!
Beijos,
da Princesa

Saturday, April 19, 2014

The Grand Budapest Hotel (2014)


http://www.imdb.com/title/tt2278388/

Vi ontem, como habitualmente, na companhia da mana…
Uma diz mata e a outra diz esfola… eheheheh… Vamos ver? Claro!
Valeu a pena ver as aventuras de vida de Gustave, interpretado por Ralph Fiennes, de quem recordarei, para sempre, as brilhantes interpretações em “Schindler’s List” e “The English Patient”.
Ralph encarna a personagem de um brilhante concierge no Grand Budapest Hotel, famoso no período entre as Grandes Europeias, e o pequeno paquete Zero Moustafa, interpretado por um jovem e talentoso actor, Tony Revolori, que vem a ser o seu melhor e mais fiel amigo.
Uma história adaptada ao cinema de forma alo bizarra, mas criativa e que nos deixa perder entre a magia da animação e o êxtase do cinema fantástico.
E mais não digo, senão vai perder a graça.
Aposto, que vão gostar!

Beijos,
da Princesa!

25 de Abril, sempre!



Estive há pouquinho a ver a entrevista de Otelo Saraiva de Carvalho no programa “Alta Definição” e posso assegurar-vos que me emocionou ouvir aquele relato simples e bem-disposto sobre os acontecimentos de então. Um bem-haja, também, ao Daniel de Oliveira pelas entrevistas fantásticas que consegue moderar, sem dúvida, com o coração.
Tocou-me fundo, de novo, ver todas aquelas imagens vivas da festa de rua, em que participei com os meus belos 16 anos de idade. Nem sabia bem porque estava ali mas sabia, seguramente, que a minha vida como mulher e cidadã, deste Portugal que amo e sempre amei, iria ser bem melhor e todos os sorrisos e cravos vermelhos nas mãos de civis e militares, eram a prova viva desse facto.
Vieram-me à memória as interrogações, a euforia, a alegria que senti no momento, mesmo sem perceber exactamente o que estava em jogo, a partir daquele dia mas senti, o fogo e a leveza da Liberdade.
Lembrei-me, sobretudo, da tropa de choque, armada de escudos, viseiras e bastões, que me tinha barrado a passagem no metro dos Restauradores, em Lisboa, cerca de um ano antes do 25 de Abril, aquando da manifestação dos estudantes universitários que já nos atiçava os corações e nos preparava para aquela morte anunciada do regime fascista, em Portugal.
E claro, como não poderia deixar de ser veio-me também à memória, não “uma frase batida” mas…, o meu primeiro 1º de Maio e a concentração na Alameda. Simplesmente, inesquecível e inigualável, pelo espírito com que a vivi e pelas emoções que senti ao caminhar no meio daquela multidão imensa.
Revi e ouvi de novo, encantada, uma das mais emblemáticas e lindas canções de sempre, interpretadas, pela primeira vez, por Paulo de Carvalho…, naquele lindo ano de 1974!

Também, não vou esquecer nunca, a "Grândola Vila Morena", do nosso eterno Zeca Afonso!

25 de Abril, sempre!

Beijos,
da Princesa!

E Depois do Adeus
http://www.youtube.com/watch?v=Ky5dxWbqBl4
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.


Grândola Vila Morena
https://www.youtube.com/watch?v=gaLWqy4e7ls

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Há sempre uma surpresa, inesperada, que nos espera...

Nem sempre nos imaginamos numa situação de desconforto ou, se preferirem, de menor conforto... Mas, às vezes acontece e, verdade, verdadinha, é que acontece quando menos esperamos, eheheheh...
Mas, mais vale rir que chorar, já dizia a minha linda mãe.
Hoje, até vi um filme bem nice, "The Grand Budapest Hotel" mas, mal sabia eu que me estava reservada uma surpresa, antes do filme.
E que surpresa!!!
É por estas e por outras que nunca vou desistir de ser como sou, ou seja, sempre disposta a aprender com o melhor e com o pior que a Vida me possa reservar mas, apesar de tudo, as surpresas, mesmo as mais inesperadas, nunca me vão surpreender, de todo...
A única e verdadeira surpresa de hoje é que, uma das minhas grandes amizades, me falhou.
Se calhar, não é nem nunca foi, amizade!

Amanhã, é outro dia!

Beijos,
da Princesa!


Thursday, April 17, 2014

Gabriel Garcia Márquez



Morreu hoje, na cidade do México, aos 87 anos de idade, um dos grandes e mais amados escritores Mundiais e, também, um dos que muito admiro e continuarei a admirar, para sempre.
Colombiano de origem, conheci-o num primeiro momento, já há uns belos anos atrás, através da leitura de uma das suas obras mais emblemáticas, "Cem Anos de Solidão", Nobel da Literatura no início dos anos oitenta (1982) e, mais tarde, em "Crônica de uma Morte Anunciada" e "Amor em Tempos de Cólera".
Um verdadeiro resistente, também, apaixonado pelas causas sociais!
Este tem sido um ano duro de roer, porque partiram tantos génios que amava e amarei, incondicionalmente, forever and ever!
Para sempre no meu coração, Gabriel Garcia Márquez!
"Os verdadeiros génios, nunca morrem!"

Beijos,
da Princesa!