Tuesday, March 22, 2011

Roger Waters and "The Wall", live in Lisbon, 2011































Fotos: publicadas na "Blitz"

Foi lindo de ver a mistura de gerações no concerto de ontem no Pavilhão Atlântico. Pais, filhos, tias e sobrinhos (como moi meme), cantando juntos e vibrando com as mesmas canções.
Roger Waters, quase a rondar os setenta anos, mantem uma voz fabulosa e actuou com uma energia brutal, demontrando uma forma física invejável.
The Wall, um dos álbuns de rock mais emblemáticos de sempre, é razão suficientemente forte para explicar a minha estóica presença na fila para a plateia desde as 18:15, a minha sandes de salmão e a minha banana, comidas por volta das 19:00, bem como o tempo de espera já dentro do Pavilhão, até à hora de arranque do concerto, 21:00.
Um palco estruturado e pensado à volta da ambiência do duplo albúm The Wall e das ideias e ideais polémicos, associados à sua génese.
Os efeitos especiais e a produção de palco são quase impossíveis de descrever.
A ideia do muro que foi crescendo ao longo do espectáculo, como suporte à projeção das imagens e nomes de muitos que morreram, em diferentes guerras e conflitos, tempos e lugares, tem tanto de deslumbrante como de comovente. Os nomes e as caras daqueles homens, mulheres e crianças, activistas, soldados, civis... estavam simplesmente ali para nos lembrar que a guerra é cruel, seja ela física ou psicológica.
É muito difícial escolher os momentos mais marcantes mas talvez possa eleger alguns: logo no final da primeira música quando um avião, réplica de um bombardeiro alemão da II Guerra, sobrevoa a plateia e se despenha contra um dos lados do muro e se incendeia, quando o fantoche gigante que encarna o professor do tema "Another Brick In The Wall" interage com o coro infantil em palco, quando o palco rebenta em luz e côr ao som das explosões de fogo, quando o muro parece mover-se na nossa direcção para nos esmagar, quando, quando, quando...
Uma viagem alucinante, conduzida por Roger Waters e suportada por uma banda excelente, muito em especial pelo seu segunda voz e por um baixo do outro Mundo.
E entre "Another Brick In The Wall", “Mother” e "Run Like Hell", venha o Diabo e escolha, … impossível esquecer algum dia que ontem estive ali, acompanhada do meu querido sobrinho Gui.
Simplesmente, breathless and unforgetable!
I agree with you Mr. Roger Waters! We don’t need no tough control…

Beijos,
da Princesa

Friday, March 18, 2011

Yogawoman

Hoje deixo-vos o trailer do filme Yogawoman, divulgado no YouTube e destacado pela minha querida professora de Ashtanga Yoga, no FB da Casa Vinyasa.
Interessante a perspectiva sobre a evolução da prática no feminino, já que foi iniciada no masculino.
Ai as mulheres... são de facto inspiradoras e determinadas quando perseguem objectivos. Fala a experiência, eheheh...


"Yoga was bought to the west from India by a lineage of male teachers. Now there's a generation of women who are leading the way. They're strong, their inspiring and they're radically changing people's lives. YOGAWOMAN, a groundbreaking film, uncovering a global phenomenon that has changed the face of the World..."

Beijos,
da Princesa (and Yogawoman)

Thursday, March 17, 2011

Fukushima, a pagar com a Vida uma factura de Morte...



Da incompetência da Tepco, da corrupção associada ao silêncio de uma Economia gigante sobre algumas verdades incómodas, dos avanços desmedidos da tecnologia atómica sem medir e avaliar os riscos sísmicos iminentes daquela região do Globo, da complacência do Governo Japonês perante toda esta problemática que se arrasta desde os anos 70-80... ou, tudo junto?
Como comenta Ricardo Garcia, num artigo de ontem do jornal “Publico”, publicado com o título “Escândalos e dúvidas na história da central de Fukushima”:
“...Inaugurados entre 1970 e 1979, os reactores de Fukushima estão entre as 174 unidades atómicas com mais de 30 anos que existem no mundo. Muitas empresas querem prolongar a vida útil das suas centrais. Neste caso, é o ponto final.”
E meus queridos amigos..., que final tão trágico!
Ressuscito aqui, com muita convicção, uma das frase revolucionárias que me acompanhou nos anos 70:
"Nuclear? NÃO, obrigado!"
E com a mensagem sempre actual, da letra e da música de Fausto Bordalo Dias, me despeço deste post.

Beijos,
da Princesa

Se tu fores ver o mar (Rosalinda)
Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar

a branca areia de ontem
está cheiinha de alcatrão
as dunas de vento batidas
são de plástico e carvão
e cheiram mal como avenidas
vieram para aqui fugidas
a lama a putrefacção
as aves já voam feridas
e outras caem ao chão

Mas na verdade Rosalinda
nas fábricas que ali vês
o operário respira ainda
envenenado a desmaiar
o que mais há desta aridez
pois os que mandam no mundo
só vivem querendo ganhar
mesmo matando aquele
que morrendo vive a trabalhar
tem cuidado...

Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar

Em Ferrel lá p´ra Peniche
vão fazer uma central
que para alguns é nuclear
mas para muitos é mortal
os peixes hão-de vir à mão
um doente outro sem vida
não tem vida o pescador
morre o sável e o salmão
isto é civilização
assim falou um senhor
tem cuidado


Memórias de Ferrel :D :D

Wednesday, March 16, 2011

O discurso de Sócrates...



Ou me dão o PEC ou levam com Eleições antecipadas, sua cambada de mal agradecidos...
Então agora retiram o estatuto de políticos ao PS e metem-nos dentro de uma "peça de teatro" a brincar aos actores? Quelle injustiça!
Ah... mas se pensam que se livram de mim, assim tão facilmente, tirem mas é o cavalinho da chuva...
Até podem chumbar o PEC e fazer cair o Governo Socialista com uma moção de censura mas, já nas próximas legislativas vão ter-me, de novo, à perna. Nessa altura virei logo disfarçado de actor a vestir a pele de "Rango", isto é, de grande camaleão (o que no caso da política dá um jeitaço do caneco) justiceiro, defensor dos fracos e oprimidos, explorados pelos "carrascos do poder". Nem o Passos Coelho, com aqueles olhos azuis lânguido, capazes de enganar os mais incautos, vai ter forças para me resistir.
Precisamos de água, muita água, para matar esta "sede de vingança"!!!
Esperem por mim e verão...!!!

Bom malta, eu não ouvi o discurso do nosso Primeiro em directo mas, procurei informar-me depois sobre o conteúdo e já me diverti bastante. De novo, cheguei à brilhante conclusão que ninguém resiste a José Socrates, eh, eh, eh...
Pessoalmente, admiro-lhe algumas decisões que tomou, nomeadamente no campo da mobilidade. Algumas boas capacidades e outras menos, no entanto reconheço-lhe uma capacidade incrível em se manter "sempre de pé", seja em que circunstância fôr e com a maior cara de pau do Mundo.
Não se esqueçam que os Media já o classificaram de tudo quanto é possível, quer no plano político quer no plano pessoal, onde de "Gay" passou a "Don Juan" num espaço de poucos anos.
A tudo resistiu, o nosso Primeiro...
Independentemente de muitas das asneiradas que fez com este Governo Socialista, nomeadamente com a ausência de um plano realista para a contenção de despesas públicas, que de forma eficaz tivesse evitado o esbanjamento de dinheiro público em Gabinetes, Casas deste e daquele ou disto e daquilo..., Fundações de..., frotas de carros para passear as centenas ou milhares de acessores, dos quais ninguém conhece os resultados práticos do seu trabalho, batalhões de motoristas à disposição desta gente, um por cada escalpe de assessor, com se o Estado tivesse alguma coisa contra os "pool de...", viagens e combustíveis de fim de semana sem limites, financiamento de dívidas da Banca privada com o Erário Público, and so on, and so on ....
Tudo me leva a crer que... agora, para além de uma "Geração à rasca", temos um "PSD à rasca".
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, com serenidade...
Namasté!

Beijos,
da Princesa

Monday, March 14, 2011

Laurent Filipe e António Zambujo em concerto


O Jazz e o Fado de braço dado, na noite de 11 de Março passado, no Auditório Olga Cadaval, em Sintra.
Um espectáculo que prometia ser bom e acabou por ser muito, muito... bom e, de certa forma, surpreendente. Não dei por o tempo passar e encantou-me, como sempre, a forma como Laurent toca e interpreta os seus originais, acompanhado por músicos de eleição, Rodrigo Gonçalves (piano), Maximo Cavalli (contrabaixo) e João Cunha (bateria).
Uma primeira parte dedicada ao Jazz, seguida de uma transição onde António Zambujo se juntou a Laurent Filipe em palco, para interpretarem juntos duas canções lindas e arrancar para uma segunda parte do concerto onde interpretou músicas fabulosas, acompanhado pelos excelentes Ricardo Cruz (contrabaixo), Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e Jonh Luz (cavaquinho).
Agora era a vez do Fado, que se transformou perante a sonoridade da sua voz, tão especial. E o Fado cantado desta forma, lembra-nos a musicalidade dos temas de Tom Jobim e Caetano Veloso.
"Morna Brisa", original de Laurent, "Amor de Mel, Amor de Fel" e "Readers Digest" foram, para mim, os momentos mais mágicos da noite.
Uma junção de talentos conseguida com sucesso. Parabéns a ambos e aos músicos que os acompanharam!
Foi um excelente espectáculo, verdade Cristina? Pagaríamos o dobro, eheheh...
Estamos todos a precisar de "verdadeiros talentos" e de banhos de cultura para suavizar os sobressaltos do dia a dia que nos enegrecem a Alma.

Beijos,
da Princesa

Friday, March 11, 2011

A vida por um fio... no Japão





São os exemplos de catástrofes naturais como a ocorrida hoje no Japão, que nos obrigam a parar um pouco para pensar.
Será que as catástrofes são mesmo naturais ou a distração humana tem contribuido para que elas ocorram cada vez com mais frequência, de forma descontrolada e atingindo níveis críticos quase nunca imaginados?
Um terramato de 8.9 na escala de Richter, nascido no Pacífico Norte, seguido de Tsunami com 10 metros de onda, propaga-se em velocidade agora em direcção à costa do Pacífico Norte e da América Latina onde se prevê que leve cerca de 21 horas a chegar.
Já lá vai o tempo em que os movimentos das falhas tectónicas ocorriam com intervalos de séculos, apenas para reajustar aquilo que a mãe Natureza exigia do Mar, da Terra e dos Céus.
Agora não me venham cá com desculpas esfarrapadas dizer que, por exemplo, os ensaios nucleares da Coreia do Norte, nomeadamente os rebentamentos no Pacífico, não ajudaram em nadinha à ocorrência regular de fenómenos deste tipo, nesta região do Globo.
Sinceramente, não me faltam ideais para defender mas começam a faltar-me as ideias para os por em prática, com resultados expressivos. Apenas posso prometer que vou continuar a tentar...
Quando será que a ambição dos dirigentes Mundiais vai ter fim?
É urgente faze-los parar!

Beijos,
da Princesa

Thursday, March 10, 2011

Líbia, uma "dor de cabeça"... para a Europa e para o Mundo


Na minha modesta opinião este é o conflito mais delicado, não só da actualidade mas, também, desde o início do século XXI.
Todos os alertas mais pessimistas para as questões relacionadas com a menor escassez e o aumento galopante do valor do petróleo estão a confirmar-se. Os preços continuam a disparar e a reflectir essa subida no dia a dia da nossa rotina de vida, de forma inversamente proporcional à caída das Bolsas Europeias, desde o início do conflito.
Uma realidade é certa, Kadafi ainda controla a Líbia, embora não saibamos por quanto tempo mais. Pelo seu ar alucinado e pela forma como defende as suas convicções, penso que a questão está ainda para durar e que nenhum governo se chegará à frente para o defender.
O petróleo é a chave deste "puzle" e a sede desse Poder, infelizmente, não inocenta ninguém, nem a "União Pacificadora", liderada pela NATO.
Preocupam-me os que morrem, sem culpa, no meio desta instabilidade armada.
Vamos ter que aguardar, para entender a evolução...

Beijos,
da Princesa

Wednesday, March 09, 2011

5 anos mais...



Hoje, a tomada de posse do PR veio lembrar-me que tenho de enfrentar o seu conservadorismo, intransigência e comportamento pró-lobbies..., por mais 5 anos.
A sua recente recusa da promulgação do diploma que permitia a prescrição de genéricos em substituição dos medicamentos ditos “de marca”, refugiando-se na desculpa do alerta para os perigos que poderiam provocar as alterações sistemáticas de medicamentos, com base na opção dos utentes e nas disponibilidades de cada marca, é um exemplo da sua colagem às “leis de mercado” impostas pelas grandes Farmacêuticas e Laboratórios. Por estas e por outras é que, desde que vi o “Fiel Jardineiro”, só tomo um medicamento quando já estou para o lado de lá dos limites do aceitável...
Pois Mr. President não me apetece dar-lhe os parabéns mas, terei de levar consigo mais 5 anos, como a “minoria real” mas... representativa que o apoiou e elegeu.
E por hoje é tudo... agora só o próximo filme de animação 3D me fará esquecer estas “penas”.
Estou a falar de “RIO”, claro! É fácil de adivinhar, por causa das “penas”, eheheh...
Beijos,
Da Princesa

http://www.youtube.com/watch?v=88BfCHiThWU&playnext=1&list=PL0ACD31052F6F635A

Monday, March 07, 2011

RANGO



Um filme de animação sobre a solidão e o poder.
Esta é a história de um camaleão de cativeiro que saiu da sua tranquila vida de animal de estimação de um modo assaz bizarro e imprevisto, quando em viagem, rola para estrada o aquário onde viajava, nas traseiras de uma carrinha.
A atravessar uma crise de identidade, acaba por vie a assumir o papel de herói numa terreola dos confins do Oeste, um lugar chamado Dirt.
Os valores da amizade e solidariedade para com os mais fracos, acabam por ajudá-lo a encontrar o seu verdadeiro Eu.
E os maus, já sabemos... eram mesmo muito maus e, como não podia deixar de ser, acabam por se tramar, eh, eh, eh, eh...
Os bonecos que dão alma aos personagen são, verdadeiramente, incríveis e a história também!
O quarteto de mariachis que acompanha toda a narrativa são "uma pedra".
Uma verdadeira história de encantar.
Não percam!

Beijos,
da Princesa

http://www.youtube.com/watch?v=k-OOfW6wWyQ

ELENCO

Johnny Depp: Rango / Lars (voz)
Isla Fisher: Beans (voz)
Abigail Breslin: Priscilla (voz)
Ned Beatty: Mayor (voz)
Alfred Molina: Roadkill (voz)
Bill Nighy: Rattlesnake Jake (voz)
Stephen Root: Doc / Merrimack / Mr. Snuggles (voz)
Harry Dean Stanton: Balthazar (voz)
Timothy Olyphant: Spirit of the West (voz)
Ray Winstone: Bad Bill (voz)
Ian Abercrombie: Ambrose (voz)
Gil Birmingham: Wounded Bird (voz)
James Ward Byrkit: Waffles / GordyPapa / Joad /
Cousin Murt / Curlie Knife Attacker / Rodent Kid (voz)
Claudia Black: Angelique (voz)
Blake Clark: Buford (voz)

Somewhere over the rainbow...





Nem sempre os corpos e as vozes se assemelham…
Bizarro... às vezes não conseguimos associar uma coisa e outra.
Esta é uma das melhores interpretações de “Somewhere over the rainbow”, desde a famosa Judy Garland, no “Feiticeiro de Oz” e pertence a Israel "IZ" Kamakawiwoʻole, do Hawai.
Se tiverem curiosidade, oiçam algumas das suas interpretações publicadas no Youtube, que vale bem a pena.
Esta é, uma canção, que desenha os sonhos escondidos na alma de todos nós.

Beijos,
da Princesa

Thursday, March 03, 2011

Festival da Canção - Os Vencedores



Uma óptima concorrência ao jogo de futebol Benfica-Sporting, transmitido ontem na SIC, foi o excelente progama transmitido na RTP1, “Festival da Canção - Os Vencedores”, moderado por Isabel Figueira e Francisco Mendes.
Foi um percurso de memórias que desfilaram, mesmo ali, à frente dos meus olhos. Dos anos sessenta até comtemporaneidade dos “Festivais da Canção”, passaram por ali os originais de todas as gravações das canções vencedoras, em Portugal.
O mais interessante nestas coisas é que damos por nós a estabelecer comparações com a imagem actual dos que ali estavam à nossa frente e, apesar de estar sozinha a ver o programa, dei por mim a falar sozinha para o écran... ou, se quiserem, para isto soar um pouco menos a loucura, a tecer conjecturas com “os meus botões”.
‘Ena o António Calvário, olha como ele era... eh pá olha o vestido da Simone, que foleiro... ena o maestro Pedro Osório, de barbas, cabelo comprido e cravo vermelho na lapela,... olha o penteado da Adelaide Ferreira, que coisa mais horrível, e o Paulo de Carvalho e o Carlos Mendes, tão chavalos...’.
E ao longo de todo aquele desafio à estética, à beleza e à juventude de cada um, como pessoa ou como grupo, deu para recordar poemas, músicas e melodias, que permanecerão imortais e perdurarão, para sempre, na história do panorama musical português e nas nossas memórias.
Ouvir algumas das baladas, tanto tempo depois, fez recordar canções e poemas que adoro...

“Ele e Ela”( Madalena Iglésias)
“Menina” (Tonicha)
“Festa da Vida” (Carlos Mendes)
“Tourada” (Fernando Tordo)
“Madrugada” (Duarte Mendes)
“Uma Flor de Verde Pinho” (carlos do Carmo)
“Um Grande, Grande Amor” (José Cid)
“Playback” (Carlos Paião)
“Não Sejas Mau P'ra Mim” (Dora)
“Conquistador” (Da Vinci)
“Amor D'Água Fresca” (Dina)
“Chamar a Música” (Sara Tavares)

e, a partir dos meados dos anos noventa, a coisa começou a descambar de tal modo que nem sequer me lembro das melodias das canções concorrentes ao Festivais seguintes, isto é, nem sequer me lembro de assistir a partir do ano de Sara Tavares.
Conclusão, letras e as músicas tão emblemáticas, desapareceram do mapa nacional ... há muita gente de qualidade mas, o carisma, já não é o mesmo.
E por aqui me fico com dois pequenos excertos de poemas de Ary dos Santos (Tourada)

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

e, Manuel Alegre (Uma flor de verde Pinho)...

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Parabéns à RTP1 pela brilhante ideia!

Beijos,
Da Princesa

Thursday, February 24, 2011

Ashtanga Yoga...

Este é um vídeo bem engraçado que em 03:14m resume o que é uma sequência de prática de Ashtanga Yoga, salvo erro até à 5a. série, de acordo com a explicação da minha querida mestrinha Isa.
Cedido por um casal seu amigo, praticante de longa data, foi publicado na nossa rede de amigos do Facebook e pediram-nos para divulgar.
Esta é uma visão séria da prática do Ashtanga Yoga, mas... cheia de humor.
Pois é, para os mais curiosos apresento-vos a minha paixão diária de fim de tarde e, acima de tudo recomendo-vos cuidado,... não se cansem, eheheheh...
Namasté!

Beijos,
da Princesa

Wednesday, February 23, 2011

Será que os índios têm alma?


























"Será que os índios têm Alma?"
Este é um pequeno excerto, bem humorado, que retive da palestra de ontem à noite, na "Taverna dos Trovadores", conduzida por Alípio de Freitas, professor, padre e revolucionário dos séculos passado e presente.
Em jeito de contador de histórias, Alípio de Freitas teve nos participantes da "Tertulia Sintrense", uma audiência atenta e bem divertida com o seu jeito de falar. A tranquilidade, a alegria e a facilidade com que as palavras lhe brotavam, contagiaram-nos a todos.
Digamos que em cerca de meia hora (não aguentei mais tempo pois tinha uma viagem de ida e volta ao Porto, em cima do pelo...), conseguiu transmitir-me uma história de Vida incrível, plena de Humanidade e de Amor pelo próximo.
Dá para entender que sempre viveu de braço dado com um inconformismo invulgar e uma forte sede de conhecimento e, sobretudo, deu para entender que esteve muito para além da dita "normalidade", da época em que exerceu a sua actividade mais intensa.
Desde os episódios vividos em Portugal e Brasil, com paroquianos de Trás-os-Montes e dos confins Maranhão, até ao comando de Organizações cívicas e de Movimentos sociais, ouvi de tudo um pouco, com muita atenção e muito interesse, coisa que os oradores dos meios político-partidários e religiosos, da nossa actualidade Lusa, não me conseguem arrancar... atenção e, muito menos,... interesse.
Outro dos momentos que me ficou na memória, foi quando, com muita graça, falou sobre os debates públicos que fazia com os fiéis da sua paróquia sobre diversos temas.
Numa das missas o tema escolhido o Pecado e perguntou-lhes se eles achavam que pecavam muito.
Responderam-lhe, então:
"Padre, nós os pobres e miseráveis pecamos pouco, nada de muito sério... não temos dinheiro para gastar, não temos ouro para nos enfeitar, não temos casas boas para viver, não temos bens, trabalhamos de sol a sol, não temos direito a pedir nem a exigir nada, como poderíamos pecar? Coisa pouca... Um copito a mais, uma beliscadela a menos e... nada mais que isso.
Os ricos sim, esse têm todos os motivos do Mundo para pecar muito,... matam, roubam, invejam, ... esses sim, esses têm todos os motivos para cometerem os 7 Pecados Mortais!"

E mesmo cansada, sorri com gosto. Valeu muito a pena ficar ali, aquela meia-hora!

Beijos,
da Princesa

Saturday, February 19, 2011

O Discurso do Rei (The King's Speech)



Fui ver há precisamente uma semana e... adorei!
Conta-nos a história do rei Jorge VI, de Inglaterra, na sua forçada ascensão ao trono e Na luta feroz que travou contra uma gaguez que o oprimiu desde criança.
Tom Hooper (Director) conseguiu captar a fragilidade de uma das mais comuns inseguranças humanas, de uma forma brilhante e sensível, sem nunca desprezar o fantástico "british humor".
Colin Firth (Jorge VI) superou-se neste filme e interpreta o papel mais brilhante da sua carreira de actor, pelo menos na minha opinião.
Geoffrey Rush (Lionel Logue, o terapeuta da fala que acompanha o rei) interpreta, igualmente, um papel brilhante, cheio de força e de criatividade.
A relação que ambos estabelecem ao longo do percurso que leva Jorge VI ao trono, forçada pela abdicação do seu irmão, é plenade sentimentos contraditórios mas, também, de cumplicidade. Através de ténicas inovadoras para a época, com suporte numa amizade profunda, Bertie (Jorge VI) vai ser capaz de encontrar a sua voz ao longo da liderança do seu país em guerra, tendo como pano de fundo a ameaça constante da segurança do discurso de Hitler.
Eu, que várias vezes me vejo confrontada, na minha profissão, a enfrentar a necessidade de falar para audiências vivas, digo-vos que não é mesmo nada fácil.
Entendi a sua insegurança e os seus medos apesar de não ser gaga pois expôr a nossa sabedoria e as nossas ideias em público é, sem sombra de dúvida, uma tarefa árdua que exige uma disciplina e um controle mental muito fortes.
Vão ver, porque... simplesmente, vale a pena e vão adorar!

Beijos,
da Princesa

Wednesday, February 16, 2011

Berlusconi, no seu melhor...

http://www.youtube.com/embed/l2VBuaZH9GA

Um dos cabeçalhos da primeira página do jornal "Publico" de hoje, coloca uma questão assaz interessante:

"Serão as mulheres a obrigar o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi a responder pelos seus actos em tribunal, num processo que o poderá forçar a deixar o poder?"

No mínimo tem piada serem agora as mulheres a lixá-lo já que foi, maioritariamente, à conta de recorrentes escandalos sexuais onde se envolveu com personagens femininas bastante bizarras, que Berlusconi tentou ganhar o título de "vero macho man", pensando assim salvar-se da forca que o espera, I hope...
Depois do outro que lhe partiu os dentes, tem agora, a morder-lhe os calcanhares, a juíza Cristina di Censo, que vai levá-lo a julgamento. Desta forma, a juiza já tem um lugarzinho cativo na fila das muitas e muitos que querem, finalmente, dar-lhe um belo pontapé no traseiro.
A primeira sessão do julgamento vai realizar-se em Milão e já tem data fixa para 6 de Abril. Os delitos serão julgados por um colectivo de três juízes, que "por graça" também vão ser três mulheres.
Conforme citado pelo "Público", mesmo com a popularidade em queda livre, Berlusconi ainda teve a lata de tentar apaziguar as hostes femininas através da lisonja, ao afirmar:

"As mulheres sabem bem a consideração que tenho por elas. Sempre me comportei com grande consideração e respeito nos meus confrontos com elas, nos meus negócios e no Governo. Tento sempre encontrar uma maneira de as mulheres se sentirem especiais."

É preciso ter cá uma lata e uma cara de pau do tamanho do Mundo, certo?
Muito sinceramente, os meus votos de sorte para as italianas em revolta... e, se por acaso também não for desta que o conseguem tirar do Governo, aposto a Vida que ainda o vou ver dar um belisco ou uma palmada, no vasto traseiro da Angela Merkel, eh, eh, eh...
Fetiches!!!!

Beijos,
da Princesa

Thursday, February 10, 2011

Uma fã do povo Egípcio...




Depois dos mais recentes acontecimentos na Tunísia, surge-nos agora um Egipto jovem e forte, em conflito. Pleno de coragem, capaz de dar a cara à revolução na rua, sem medo e determinado a vencer o regime totalitário e caduco de Mubarak.
Apesar da forte pressão internacional para o fim do conflito, das explicações das várias tendências e correntes religiosas, dos bitates que mandam os governos dos EUA, Israel e Europeus, impoem-se agora os actos, as palavras e as caras de quem se expõe nas ruas do Cairo.
O Egipto, assumiu agora um papel crucial e vestiu-se de dono e moderador da pressuposta “Paz do Médio Oriente” e da tão badalada “Crise dos Mercados Globais”.
O poder das imagens que nos chegam é verdadeiramente demolidor e, a Praça Tahrir já virou símbolo da Revolução Egípcia do século XXI.
É impossível não notar que a multidão tem uma forte presença feminina, cujo olhar denuncia o que tem vivido e sofrido na pele.
É impossível que o futuro reserve algo de pior a este povo.
‘Daqui não arredamos pé! Viva a Revolução!'

Um dia vou ter de visitar esta terra e estas gentes...

Beijos,
da Princesa

Tuesday, February 08, 2011

O Cisne Negro (The Black Swan)



Um filme de cortar a respiração, simplesmente "breathless"...
Nina Sayer (Natalie Portman), uma bailarina frágil, psicótica e simultaneamente luminosa, vive uma busca constante da “perfeição”, não olhando a meios para a conseguir.
Num corpo frágil e demasiado magro, a rondar os padrões da anorexia, confunde sonho e realidade. Pressionada por uma mãe castradora e frustrada (Barbara Hershey) e pelo director da companhia de bailado (Vincent Cassel) que lhe impõe uma virilidade dominadora e constante, Nina, uma quase boneca de porcelana, foca todo o seu Eu no sonho de atingir um único clímax, ser perfeita.
Darren Aronofsky, imprime uma dinâmica arrepiante à acção e obriga-nos, conjuntamente com a protagonista, a viver um pesadelo inquietante e a virar a cara para o lado em muitas das cenas mais intensas.
A câmara move-se ao longo de toda a acção de uma forma brutal e há imagens que são verdadeiras obras de arte, como por exemplo a transformação da pele de Nina, ao incarnar o papel de cisne.
Natalie Portman tem aqui uma prestação irrepreensível e espantosa, quer pela performance física que apresenta, quer pela dimensão emotiva que deu à personagem de Nina, com um misto perfeito de fragilidade e de inquietude.
Impossível não ver!

Beijos,
da Princesa

Monday, February 07, 2011

El tren de las moscas

http://www.elpais.com/videos/cultura/Inmigrantes/moscas/elpepucul/20110121elpepucul_1/Ves/

Esta é uma curta metragem sobre a emigração clandestina na América Central, para a qual a minha filha me chamou a atenção.
Esta é também uma história verdadeira de amor incondicional.
“El tren de las moscas”, una película de Fernando Lopes Castilho y Nieves Prieto.

"...
Cada año centenares de miles de emigrantes atraviesan Centroamérica en su éxodo al Norte. Viajan pegados al techo de un tren o entre la herrumbre de los vagones. Recorren miles de kilómetros durante semanas, en condiciones infrahumanas, arriesgando su vida: No hay vuelos para los ilegales, ni futuro.
...
Esta es una historia sencilla de mujeres sencillas, que destila auténtica generosidad. Quizás sea por eso que nos emocionamos al ver lo que hacen."

Beijos,
da Princesa

Site Oficial: http://www.eltrendelasmoscas.alpanpan.tv/

Thursday, February 03, 2011

S. Julião, no melhor do seu Inverno ...




Tinha-me esquecido de publicar estas fotos, que tirei a meados de Janeiro.
A praia tem estado linda e ler naquela esplanada aos Sábados de manhã tem um sabor especial.
Que vos parece?

Beijos,
da Princesa

Wednesday, February 02, 2011

BIUTIFUL is really beautiful...





Um drama dirigido pelo mexicano, Alejandro González Iñárritu, responsável por outras grandes películas, tais como o inesquecível "Babel", "21 Gramas" e "Amores Perros", que nunca cheguei a ver.
Javier Bardem, um dos meus actores masculinos preferidos, está simplesmente brutal no papel de Uxbal, um pai de dois filhos que vive de diversos expedientes à beira da marginalidade.
Dotado de uma consciência heróica, Uxbal procura a todo o custo sobreviver sem perder a dignidade. Assegurar o futuro dos filhos é a sua prioridade número um, a partir do momento em que lhe diagnosticam um cancro e lhe rezam a sua sentença de morte, em poucos meses.
Paralelamente, a história aborda, de uma forma impiedosa, a precaridade do emprego clandestino que envolve os imigrantes em Espanha, fazendo-nos pensar quantas vezes não se passará o mesmo por cá... ou noutros lugares por esse Mundo fora.
Filmado em Barcelona e com uma banda sonora fabulosa, que se adequa na perfeição aos diversos cenários da história é, de facto, um excelente candidato aos Óscares.